Pesca de Profundidade em Albufeira (parte I)

Texto: José Luis Costa
Fotos: Autor e Arquivo

Aproveitando o bom tempo que se faz sentir nesta época, combinei um dia de pesca com o meu amigo Alexandre.

Neste dia de pesca pensamos em fazer um pouco diferente do habitual pois este bom tempo de calmaria convida a ir experimentar novos fundos e mais profundos para tentar apanhar acima de tudo peixes de qualidade, se assim pensamos assim o fizemos. Antes do dia combinado à que preparar o material, sim porque isto de ir “à pesca” não é só ir para o mar e linhas pró fundo, para este dia preparei duas canas, a minha fiel Tubertini F1 para pescar na mão e a Kaigen para servir eventualmente de “vadia”, equipadas com os sempre fiáveis stellas 6000 e 10000, nos estralhos e para estas profundidades utilizei linhas de 0.50, 0.41 e 0.33 mm nos anzóis 1/0, como isco e para não inventar muito utilizamos a Sardinha, Lulas pequenas e Camarão.


Chegado o dia encontramo-nos na marina de Albufeira por volta das 5.45h e após a tradicional arrumação do material e aquecimento do motor da embarcação zarpamos em direcção ao alto mar de Albufeira, chegados ao local inicialmente previsto após navegar cerca de uma hora fundeamos num local conhecido do Alexandre, a sonda marcava na ordem dos 90m de profundidade e peixe agarrado no fundo, montadas as canas e com as montagens iscadas lá iniciamos o dia de faina, chegadas as pescas lá a baixo os besugos começaram logo a entrar, e que besugos … dizia eu “parecem bicas” pois normalmente nestes fundos são bem maiores do que por terra e não são muito esquisitos comem bem e de tudo, mas principalmente gostam muito de sardinha o que por fundos de terra não entram tão facilmente com a sardinha gostando mais de outros petiscos.

Ir “à pesca” não é só ir para o mar e linhas pró fundo.

Passados uma meia hora entra um peixe na cana do Alexandre e diz ele com muita calma “ Zé tenho aqui um peixito bom traz lá o chalavar ”, com mestria trabalhou o peixe que se veio a revelar ser um pargo com cerca de 2kg e tal, os Dentões também apareceram e começaram a entrar, passado pouco tempo entra outro parguete kileiro mais pequeno que o anterior, como tudo o que é bom acaba depressa, as “nossas” amigas bogas também se juntaram á festa e não deixavam os outros peixes comer.

Resolvemos então mudar se sitio e rumar ainda mais para fora, sondamos o local e a sonda indicava agora 102 m de fundo, pescas pró fundo e novamente os besugos “cabeçudos” começaram logo a entrar juntamente com os Dentões e uns gorazes á mistura, aqui foi a minha vez de tirar 5 Dentões e um também um parguete que após ter entrado a bordo com o sol já bem alto no horizonte logo de seguida entra me na cana o que deveria ser o pai do bicharoco pois a luta que me deu só para o descolar do fundo, rompendo inclusive o fusível da chumbada, quando já vinha a cerca de 15m do barco pensando eu que já estava garantido, dá mais uma cabeçada final e larga o anzol, fiquei cá com um galo … enfim, mais um que me ganhou, mas que pelo menos ainda me deu a oportunidade de lutar com ele por uns bons minutos pois rebocar um peixe destes a 100 e tal metros dá trabalho mas acima de tudo muito prazer e adrenalina, para finalizar o Alexandre ao puxar a cana para cima por a ultima vez ferra uma bela moreia amarela com cerca de 2kg acabando assim o dia em beleza.

Com o pico do calor a apertar e as geleiras mais do que bem compostas demos por acabado o dia de pesca que fizemos em fundos onde normalmente não pescamos noutras alturas do ano, ou por ser longe e haver quase sempre muita corrente ou o mar não permitir.


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