As Ponteiras




Texto: Filipe Cintra

Fotos: Autor e Arquivo

Este elemento das canas é tão importante… mas a maioria dos pescadores não lhes dá muito valor; ninguém pensa nas ponteiras das canas.
Já há tanta coisa em que pensar, ainda me vou estar a preocupar com a ponteira? Vai esta e já está!. É assim que pensa o pescador despreocupado.

Primeiramente, são as ponteiras que vêm na compra da cana, ninguém se importa se são boas ou não, se os passadores estão bem distribuídos, e se esse passadores são finos demais ou não.
Depois, se essas ponteiras são as ideias para essa mesma cana: já nos aconteceu comprarmos excelentes canas com ponteiras que nem chegaram sequer a ser utilizadas; e porquê? Não eram nem boas nem más para aquela cana, eram inadequadas.
Por fim, e talvez na maioria dos casos, é a mesma ponteira para mares de azeite, para mares revoltos, para dias de peixe desconfiado — enfim, uma ponteira, desde que não parta, serve para tudo e para todos os dias. Já se questionou o porquê de uma cana trazer dois ou três tipos de ponteiras diferentes? Mas afinal que têm as ponteiras assim de tão especial? Então vejamos.

Talvez na maioria dos casos, é a mesma ponteira para mares de azeite, para mares revoltos, para dias de peixe desconfiado — enfim, uma ponteira, desde que não parta, serve para tudo e para todos os dias.

Ponteiras e canas

Mas a escolha das ponteiras não recai apenas neste dois factores. Lembra-se de, no início deste percurso, termos falado do tipo de canas? Pois bem, estas ‘mandam’ na escolha das ponteiras. Conforme temos dito, há que tentar chegar ao maior equilíbrio de todos os factores — neste caso, entre cana e ponteira.

Por exemplo, se uma cana é de acção de ponteira, não devemos colocar-lhe uma ponteira de carbono super rija, pois ficaremos com um conjunto extremamente rijo; e o resultado, mais lance menos lance, será uma ponteira partida ou até mesmo uma cana partida conforme presenciado. Há que saber conjugar cada cana com a sua ponteira. Tal como nas canas, também existem ponteiras parabólicas, semi-parabólicas e ‘de ponteirinha’, como são chamadas.

Conclusões

A partir daqui, pode concluir: quanto mais mole for a sua ponteira, maior será a sua sensibilidade e menor a sua eficácia no acto de ferragem; e vice-versa.
Outro aspecto a ter em atenção nas ponteiras é o dos passadores. A sua espessura e a sua distribuição são importantíssimas. Mais uma vez, deixamos-lhe um exemplo real do que acontece, por vezes: compramos uma ponteira de cujo comportamento gostamos mas, ao chegarmos a casa, a primeira coisa que lhe fazemos é retirar os passadores e recolocá-los ou, até, deitá-los no lixo e implementar uns novos. Pense bem antes de colocar uma ponteira na sua cana, pense também que canas mais gosta de usar; depois, é só saber conjugar estes dois elementos com o dia que terá pela frente. E se as situações de pesca se alterarem, não hesite e mude de ponteira também.
Até lá


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