A Urta

Texto e Fotos: Jesús Augustín Dopazo

Olá a todos, hoje vamos dedicar o nosso tempo a conhecer um pouco mais a que é, junto com à Dourada, as grandes mariscadoras dos nossos fundos marinhos, e que não é outra que a Urta, “Pagrus Auriga”, pertencente à família dos Esparidios. Para muitos é uma grande desconhecida. Pois nem todos os pescadores têm acesso a elas, falo de grandes exemplares, já que pela net circulam todo o tipo de vídeos de capturas de muitas “urtazinhas” e poderia sem temer a equivocar-me que em muitos dos casos foram utilizados métodos tanto legais como moralmente ilegais que já os comentarei de seguida.

A morfologia da Urta adulta é de um corpo oval, achatada e alongada, com listas vermelhas e com manchas pretas ou manchas na metade superior, tem uma mandíbula poderosa provida de quatro grandes caninos cilíndricos na parte superior e seis na parte inferior, além de poderosas linhas de molares, sendo totalmente diferente em espécimes juvenis, que apresentam um corpo mais alto e onde se destacam os primeiros raios espinhosos da barbatana dorsal, no corpo têm como base umas listas vermelhas na transversal. Chegando até mesmo a parecer durante muitos anos que são de espécies distintas.
Para muitos a pesca de uma Urta é uma autentica surpresa, já que muito provavelmente estivemos procurando outras espécies usando outros equipamentos e iscas, por alguma coisa se caracteriza esta espécie, e em especial os grandes exemplares, é por ter um gosto alimentar refinado e rigoroso no seu habitat natural.
Habita em fundos rochosos, zonas de coral com misto de algas, onde abundam cefalópedos e todo o tipo crustáceos, que formam a base da sua dieta alimentar.

Em relação à alimentação, também à uma marcada diferença entre os juvenis e os adultos, já que os últimos se alimentam basicamente de ouriços do mar, todo tipo de caranguejos (em especial os eremitas), pequenos polvos, lulas e chocos, não desperdiçando também qualquer peixe pequeno de outra espécie, sem duvida alguma que se trata de um grande predador. Os juvenis podemos pescar com quase todo o tipo de isco, desde lagostins pequenos até à minhoca americana e claro com caranguejos pequenos. A minha recomendação pessoal é os eremitas, lulas ou chocos vivos, estes últimos colocados em montagens com estralhos de dois anzóis empatados em tandem.

Com o passar dos anos temo-nos ido especializando nos grandes esparidios, sobre tudo Urtas, Douradas e Pargos, no caso particular da Urta, e ao contrario da maioria, para nós não é uma desconhecida, é mais, uma habitual dos bons dias de pesca.

Em relação à alimentação, também à uma marcada diferença entre os juvenis e os adultos, já que os últimos se alimentam basicamente de ouriços do mar, todo tipo de caranguejos (em especial os eremitas), pequenos polvos, lulas e chocos, não desperdiçando também qualquer peixe pequeno de outra espécie, sem duvida alguma que se trata de um grande predador. Os juvenis podemos pescar com quase todo o tipo de isco, desde lagostins pequenos até à minhoca americana e claro com caranguejos pequenos. A minha recomendação pessoal é os eremitas, lulas ou chocos vivos, estes últimos colocados em montagens com estralhos de dois anzóis empatados em tandem.

Com o passar dos anos temo-nos ido especializando nos grandes esparidios, sobre tudo Urtas, Douradas e Pargos, no caso particular da Urta, e ao contrario da maioria, para nós não é uma desconhecida, é mais, uma habitual dos bons dias de pesca.

È uma espécie que se caracteriza por ter uma picada bastante potente e ser muito combativa, assim como recomendamos com a dourada, nem sempre nos esvaziam os carretos e às vezes um simples toque na cana em momentos de pouca actividade pode surpreender-nos, é por isso muito importante os primeiros metros de recolher a linha porque como normalmente habita em zonas rochosas      pode-nos cortar a linha ao roçar no fundo ou numa ponta de pedra qualquer, uma vez recolhidos os primeiros metros, asseguramos que o drag do carreto está no “ponto” e começamos a trabalhar o peixe com a cana ligeiramente inclinada, chegando inclusivamente a bombear se for preciso, estamos falando de Urtas grandes, podendo chegar a alcançar em alguns casos aos 8 e 9 Kg.

A técnica ilegal que antes tinha mencionado e alguns pescadores sem escrúpulos usam é a chamada “picadera” o “picaera”, que não é outra  coisa que uma grande pedra atada a um cabo que se ata na proa do barco, deixando-a ligeiramente suspendida para que com os movimentos naturais do barco ao estar fundeado, esta golpei o fundo marinho, esmagando ouriços, crustáceos e todo o tipo de corais e vegetação, simulando um companheiro da mesma espécie a se alimentar.

Desde o blog “secretosdelapesca” quero denunciar este tipo de condutas, já que não é legal nem moralmente nem eticamente, devemos praticar uma pesca desportiva “selectiva” partindo do respeito pelo mar e a natureza, e posso assegurar-vos que temos sido recompensados.

Como curiosidade vamos destacar o hermafoidismo da espécie, este também existe noutras espécies, as pequenas Urtas nascem fêmeas e com o tempo tornam-se em machos, grandes exemplares, e estes tendem a tornar-se solitários, ao contrario dos juvenis que vivem em cardumes por uma questão de subervivencia.

Por hoje é tudo, não quero me despedir sem mandar um grande abraço ao Raúl Mario (grande companheiro), com a sua página “pescadouradagigante.com” e ao Paco “Morumen”, dois grandes maestros na pesca e feras do surfcasting.

Abraço a todos e peço desculpa por alguns erros que possam aparecer.


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