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TEXTO: RUI SANTOS - IMAGENS: ARQUIVO e AUTOR

A febre dos pargos está para durar. Se antigamente apenas se procurava este peixe num período específico, actualmente deixou de ser assim. Não só se procura o peixe todo o ano como se procura desenvolver e aprimorar a técnica que mais estrago tem feito na captura de grandes “bezerros” rosas à chumbadinha é cada vez mais a técnica da moda, mas ainda levanta muitas dúvidas a quem nela se inicia.
Com o “inicio” da temporada a começar no Reef em V.N.M. Fontes, Rui Santos, um profundo conhecedor desta zona explica alguns destes tabus para que se inicie sem problemas. São muitas as pessoas que embarcam a bordo de uma MT à procura de pargos. No entan­to, chegados ao pesqueiro, começamos a ver anzóis peque­nos, camarão para iscar e as eternas montagens clássicas para pesca fundeada. Surge a questão: como é que estas pes­soas querem apanhar pargos? Pescar pargos é, não só na minha opinião, mas uma coisa mais do que garantida, uma questão de atitude. Desde o material que escolhe, o tamanho das iscadas até à postura do pescador durante uma jor­nada INTEIRA. Não basta fazer duas ou três iscadas de sardinha e se não tivermos peixe trocamos de sistema de pesca pois "não há pargos". Ser paciente é uma virtude, na pesca em geral é muito importante e na pesca dos pargos ainda mais. Se calhar o leitor deve partir para a leitura deste artigo com a mesma máxima que deve levar na cabeça sempre que vai numa saída aos pargos e que é: "isto não é como começa mas sim como acaba". É o mesmo que dizer que os pargos só podem aparecer numa certa fase da jornada e que uma boa pesca se pode fazer em menos de nada. Por isso não desista, e lembre-se que esta técnica não captura só pargos como outras espécies dignas de entrarem numa geleira... Grande!

CHUMBADA, ANZOL E LINHA

Quanto à chumbada não há nada a dizer, chumbada redonda furada ao centro; importante é ter vários pesos disponíveis que permitirão adaptarmo-nos à pesca, aumentando o peso da mesma caso a aguagem aumente de intensidade ou não consigamos perceber bem se a mesma tocou o fundo. O ideal será trazer a bordo pesos que vão dos 50 aos 100 gramas, nada mais que isso. Quanto aos anzóis, devem ser robustos, ter uma abertura considerável e preferencialmente serem de olhal de maneira a facilitar a linha com que o empataremos, na minha opinião nada abaixo do 0,45mm, sendo a média recomendável um bom O,55mm! Para quem pesca directo com linhas mais finas a partir do carreto o desafio é certamente maior mas os riscos também serão, sobretudo para os menos experientes. Pessoalmente não facilito e sempre que ferro um peixe que bateu muito no fundo ou roçou pedras, troco sempre a ponta e substituo-a por outra. É lógico que um 0,30 ou 0,35mm tiram bem um pargo com 3 ou 4kg, mas também é verdade que se esse peixe parte pode estragar o pesqueiro de todos os que estão a bordo.

FILETE DE CAVALA

Os filetes de cavala fresca, acabada de apanhar são também excelentes para os pargos. A forma de iscar é fácil e começa por cortar-se um filete de um dos lados de uma cavala, passar o anzol a coser duas ou três vezes de acordo com o comprimento do filete. Depois é só dobrar o filete como se vê na imagem e coser bem com linha elástica. Há quem deixe a pele para fora mas os melhores resultados nos pargos são quando se coloca a pela para fora.

ISCOS, QUANTIDADE, ALTERNATIVAS

Os pargos pegam em tudo, mas se quiser partir para uma jornada de pesca à chumbadinha, técnica em que se usa apenas um anzol (em casos específicos dois), deve levar bastante sardinha. Então o que é que se deve entender como "bastante"? Para isso basta ver que, para procurar apenas pargos grandes, acima de 3kg, mais coisa menos coisa, o ideal é iscar com uma sardinha inteira, espinha incluída: só aqui já foi uma sardinha! Dependendo da sardinha, podemos adiantar que 3kg de sardinha corres­pondem a mais ou menos 30 e picas sardinhas, ou seja 30 e picas iscadas. Para quanto é que isto dá? Depende. Se houver peixe como abróteas, galos, e os demais que também atacam a sardinha, para além dos pargos poderem estar a comer pior - mais mamões -, convém levar mais sardinha para prevenir faltas. O contrário também vale pois se o peixe estiver a comer muito bem também se gasta mais mas ai há sempre a alternativa de alternar com algumas cavalas grandes que entretanto também se ferraram e que costumam funcionar bem. O ideal é precaver 5kg de sardinha por pescador, não vá o diabo tecê-las.

ISCADAS

Mas será que só assim se apanha pargos grandes? Não, também se pode apanhar com uma isca da pequena de camarão num anzol nº04 ou nº02, mas isso é obra do acaso.
Fazer iscadas grandes de sardinha tem duas finalidades: a primeira de por si só ser mais apetecível para o peixe grande e desmotivar aquela "murraça" mais pequena; segundo porque ter um grupo de pescadores num barco, a pescarem todos desta forma, só por si fazem uma engodagem brutal e mais do que suficiente, É muita sardinha dentro de água e isso atrai inevitavelmente os pargos. Por isso digo para que se leve muita sardinha para uma jornada, para se insistir e ir fazendo uma cabeça de engodo que vá chamando os pargos à distância. Com as condições certas eles acabam por entrar...
Pessoalmente opto por dois tipos de iscada, uma com sardinha inteira e outro com filete de cavala fresca. Na iscada de sardinha inteira apenas corto a barbatana caudal e a cabeça, junto ao opérculo. A fase seguinte é um método que faço pessoalmente e que me tem dado excelentes resultados e no qual começo por enrolar a sardinha com bastante fio elástico, sobretudo na zona da cauda. E isto porquê? Para não enfraquecer essa zona que tem menos "chicha" e que corre mais riscos de rasgar. Depois é passar três vezes o anzol, que acabará por sair geralmente de lado, junto à barriga.
Na alternativa "filetes de cavala fresca", não coso pois a pele é mais rija e a iscada aguenta perfeitamente sem se rasgar.
UM OU DOIS ANZÓIS?

Há ocasiões em que se utilizam dois anzóis. São ocasiões em que tentamos os grandes exemplares e para isso se abusa um pouco do tamanho de um filete de cavala ou se usa uma sardinha XXL. A finalidade é só uma: aumentar as hipóteses de ferragem.

A CHUMBADA CHEGOU AO FUNDO?

Esta é, sem sombra de dúvida, aquela questão que mais confusão cria na cabeça dos pescadores que se aventuram na pesca da chumbadinha.
É algo que não é fácil de explicar e que só se vai ganhando com muita experiência, havendo no entanto algumas coisas que se podem prevenir para melhor ter a noção do que se está a fazer. Logicamente que quem tem mais experiência pode pescar com uma chumbada de 50 gramas em mais de 100 metros de fundo que saberá o que está a fazer e quando é que a pesca chegou ao fundo. Para quem se inicia nestas lides o que recomendo é pescar com uma chumbadinha furada de 70 a 90 gramas pois o seu maior peso permite perceber melhor quando é que a pesca tocou o fundo do oceano. Uma das recomendações que dou é que não sacuda a cana para forçar a linha a sair e coloque a cana na horizontal;
deixe que saia naturalmente e quando a chumbada bater no fundo a mesma para de sair.
Logo que suspeitemos que a chumbada chegou ao fundo podemos confirmar, levantando a cana quase na vertical e acompanhando a linha de modo a perceber se a chumbada sobe e volta a tocar no fundo novamente. Se sim basta fechar a asa de cesto e começar a pescar.

DA PRAXE...

A propósito do que expliquei e de acordo com aquilo que me é dado a entender, esta pesca SÓ FUNCIONA se houver corrente, aguagem.
Esta pesca faz-se lançando no sentido dessa aguagem, o mais longe que pudermos e o que acontece é que na queda da chumbadinha e iscada, como o volume da iscada é superior ao da chumbada, esta vai cair sempre primeiro que o isco e, logicamente, quando a pesca chega ao fundo, é a chumbada que toca primeiro no fundo e só depois a iscada. Esta vai ficar afastada da chumbada pois ainda vai ser arrastada uns metros pela aguagem, dependendo da intensidade da mesma.
Chamo a atenção para as situações em que não há aguagem: a isca tem tendência a ficar para trás durante a descida e a tendência ê vir à linha do carreta, enleando tudo bem acima da chumbada. Quando há corrente nunca há enleios.
Depois de chegada a pesca ao fundo sentimos ao fim de um bocado a pesca a esticar, parece que a pedir que se dê linha. Isso é a aguagem a puxar a linha e a isca e não um sinal de que a chumbada está acima do fundo ou que esteja a bater no anzol. Podemos eventualmente dar dois ou três metros de linha mas não convêm repetir a operação em demasia pois quanto mais fora do barco estivermos a pescar menos contacto temos com a pesca. A partir daí é só ir sentido o fundo, tentando perceber os peixes a comer e evitar esticar a pesca de maneira a que a isca não encoste à chumbada.
Regra geral, e tal como expliquei, atendendo à sua volumetria, é a iscada que é arrastada pela aguagem e chega a estar alguns bons metros afastada da chumbada, sendo esta apenas um veiculo para levar o isca até ao fundo... isto quando chega ao fundo pois há dias em que os pargos nem isso deixam!

MONTAGENS: VANTAGENS E DESVANTAGENS

Há duas opções, ambas válidas, para pescar à chumbadinha: a pesca com monofilamento no carreto e a com multifilamento. Pessoalmente inclino-me mais pela pesca com multifilamento no carreto pois consigo ter uma maior sensibilidade e consigo reduzir o "arraste" da pesca por acção da aguagem. O multifilar é mais fino nas resistências que preciso para pescar pargos deste calibre e por isso basta apenas colocar uma boa ponta ou chicote em monofilamento ou fluocarbono. E "boa" significa ter pelo menos 10 metros de comprimento. Não esqueça que vai fazer um nó que pode não passar pelo furo da chumbadinha, situação que até se resolvia com uma broca, mas que é desnecessário fazer. Servindo esse nó de batente, saberemos
que, mesmo que não passe o furo, teremos sempre esses tais 10 metros entre a chumbada e a iscada.Pescando directo, com monofilamento, resolvemos o problema mas temos mais deriva, mais água a pegar na linha.
 
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