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18-Pesca Spinnig Corrico
José Luis Costa
Texto: José Luis Costa

Voltamos à conversa com o nosso amigo e campeão Fernando Hilário, desta vez sobre as diferentes modalidades de pesca que vai praticando no dia a dia fora da competição, neste caso o corrico e spinning de barco.

Aqui vos deixo o resultado destes dois dedos de conversa.

Fernando Hilário
Colaboração e Fotos: Fernando Hilário

PE - Quando é que começaste a praticar este tipo de pesca?

FH - Comecei este tipo de pesca em 1999.

PE - Tiveste alguém com quem te iniciaste nesta modalidade?

FH - Iniciei-me com o meu amigo Zé Manuel.

PE - Qual a diferença entre o corrico e o spinning de barco?

FH - No corrico de barco consigo ter uma área maior de procura, pois o barco está sempre em andamento, enquanto no spinning tento procurar zonas quentes que conheço e onde os peixes normalmente frequentam, como fundões, turbilhões de água, coroas de areia, etc. por outro lado, e uma vez assinalado peixe, a pesca ao spinning torna-se mais rápida em termos de capturas mas, tornasse muito mais cansativa com lançamentos constantes.
Neste tipo de pesca com amostras é preciso ter muita paciência e não desistir na primeira tentativa...

PE - Qual das duas técnicas mais preferes?

FH - Tanto o corrico de barco como o spinning são duas técnicas que me agradam muito e ambas proporcionam uma grande adrenalina e paixão.

PE - Quais as espécies alvo? Aparecem algumas espécies diferentes?


FH - As espécies alvo são essencialmente o Robalo e a Varia, podendo aparecer Palmetas, Cavalas, Corvinas e já me aconteceu apanhar ruivos.

PE - Este tipo de pesca não se torna por vezes monótona?

FH – Não, pois é uma pesca sempre em movimento tanto de cana como de troca das amostras sempre na procura de qual será a que “eles” preferem e qual a cor mais atrativa.
PE - Que materiais usas? Canas, Carretos, Amostras, Pingalins, Linhas etc?

FH - Em termos de materiais temos para todos os gostos e bolsas.
Tenho 3 canas, Barros WL SPINNING 3 metros com ação de 15-30G, Sert ONNIX 3 metros com ação de 20-50G, Caperlan ILICIUM 2,70 metros com ação de 40-80G. Carretos tenho um Browning hybrid 640fd, Shimano 4000 e um Silphy-fs da Alpha Tackle. Uso um leque grande de amostras, desde passeantes, jerks, pingalins, etc. consoante o peixe anda a comer, como linhas uso um bom 0,28 para o carreto, já para o corrico de barco os diâmetros têm que ser maiores, pois com o barco a navegar exerce uma maior torção na linha.
Nas amostras rijas gosto, e têm dado excelentes resultados as rapalas max rap
PE - No corrico qual a velocidade e a que distancias trabalhas as amostras da popa do barco?

FH - A velocidade que normalmente utilizo e que tem dado bons resultados é +-2 nós, as distancias da pesca pela popa do barco é cerca de +-14 braças.

PE - Qual o tipo de amostras preferes utilizar?


FH - As amostras que me têm dado melhores resultados são; nos pingalins, as da redgill em cores verdes, perola e petróleo, nas amostras rijas gosto, e têm dado excelentes resultados as rapalas max rap e as passeantes de Heddon.

PE - Preferes usar amostras lastradas ou simples? Qual a razão?

FH - Prefiro as amostras simples, pois tem um trabalhar mais natural e foi para isso que foram concebidas, embora as amostras lastradas se o peixe andar longe e fundo a caçar atiram-se a tudo o que mexe.
PE - Quanto a ti quais as melhores condições de tempo, marés, luas, etc para se praticar esta técnica?

FH - As condições que mais gosto é a vazante e as primeiras horas de enchente, isto é, marés com uma amplitude grande. Á quem diga que as marés de lua nova são as melhores, concordo com esta opinião, mas no entanto também tenho feito grandes pescarias com marés de lua cheia, e para contrariar todas estas teorias o peixe é que manda. Por isso é que a pesca é um desporto tão fascinante, nunca sabemos o que vamos encontrar numa saída para o mar.
PE - Que tipo de fundos preferes para praticar estas técnicas?

FH - Os melhores fundos quanto a mim são os de areia com “burgal” (pedra rasa salteada), mas, tenho sempre em atenção sinais que são muito importantes, como por exemplo, as gaivotas e gaivinas são dos melhores auxiliares que podemos ter nesta pesca, quando estão em bando a mergulhar na água é sinal quase certo de que estamos na presença de predadores a alimentar-se de um cardume de peixe pequeno, quando isto acontece a nossa hipótese de capturar um bom exemplar aumenta consideravelmente.

PE - A sonda e GPS são importantes para ti na procura dos spots?

FH -
No meu caso, neste tipo de pesca não utilizo sonda nem GPS, pois marcos os pontos de referencia sempre “de terra”, à muitos anos que navego nestas águas e conheço todos os recantos “como a palma da minha mão”. Para pessoas com menos experiência de mar são dois aparelhos de estrema importância.
PE - Quais os conselhos que dás a quem se está a iniciar nestas técnicas?

FH - O conselho que dou aos iniciantes, é que este tipo de pesca com amostras é preciso ter muita paciência e não desistir na primeira tentativa, é muito importante pedir conselhos aos pescadores mais experientes, pois existe um “mundo” de amostras e é difícil começar e saber quais as amostras e cores que “eles” preferem, podemos estar a gastar muitos euros em amostras bonitas que para nós parecem atraentes, mas, aos olhos dos peixes não dizem nada e não produzem ataques nem os resultados esperados.
Os nossos amigos nem sempre estão com disposição para comer vinis e peixes de plástico.
Acima de tudo temos que ir tentando a sorte até obter os resultados esperados, como diz o ditado… “a esperança é a ultima a morrer” e “o peixe morre pela boca”.

Aqui vos deixo o esquema que mais utilizo quando corrico com o barco em andamento...

 
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