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TEXTO: Filipe Cintra e José Salvador (www.diasdefaina.spaces.live.com)
FOTOS: Filipe Cintra e Eduardo Piedade
Nesta edição, vamos prosseguir a nossa série abordando um ponto fundamental para as nossas pescas.
Como foi referido na edição anterior, a pesca embarcada em
Portugal está, nos dias de hoje, a sofrer uma grande evolução e um dos aspectos em que mais se tem trabalhado é, efectivamente, o das canas.
Materiais cada vez mais resistentes e, ao mesmo tempo, cada vez mais leves são o ponto-chave, daí que a palavra «carbono» seja hoje tão comum como anzol ou chumbada.
Depois, vêm os tipos de carbono, a pressão a que são prensados, a sua espessura, os tipos de construção etc., mas o mais importante fica muitas vezes para trás: com que tipo de cana nos damos melhor? Hoje tentamos ‘ajudar’ o leitor, explicando-lhe isso mesmo.
Para isso, temos hoje em dia quatro tipos de canas:

PARABÓLICAS
Canas que trabalham num todo, ou seja, quando trazemos um peixe para cima, a sua curvatura vai do início da vara (cunho) ao final (ponteira). Essa curvatura é mais ou menos acentuada consoante a espessura de cada elemento.
Trata-se de canas bastante adequadas aos menos experientes, pois ‘permitem’ certos erros aquando do trabalhar de melhores exemplares. Normalmente, são mais eficazes em tamanhos até 2.7 m, aproximadamente.

SEMI-PARABÓLICAS
São em muito idênticas às anteriores, só que, ao invés dessas, a sua curvatura inicia-se a dois terços da vara, ou do meio para a frente.
Comparando este tipo com o anterior, pode dizer-se que são canas mais potentes na hora da ferragem, mas na hora do tal peixe não permitem tantos erros. São as canas mais comuns no mercado, aconselhadas a quem já sabe ‘umas coisas’.
Apresentam, em geral, comprimentos entre 2.7 e 3.2 m (em alguns casos, 3.5 m).

PROGRESSIVAS
As últimas a chegar ao mercado. Como o próprio nome indica, a sua acção não é uniforme e é ditada pelo peixe, ou melhor, pela força que este exerce na ‘luta’ daí o nome que receberam.
Podemos dizer que o peixe dita a curvatura que a cana terá; quanto maior ou quanto mais forte ele for, mais pronunciada será a
curvatura da cana. Com um peixe menor(como uma safia), estas canas parecem ter acção de ponteira; mas quando enfrentam um exemplar maior (como um pargo), parecem canas semi-parabólicas.
Normalmente exigem bastante conhecimento de pesca, pois só um pescador mais experimentado consegue dizer que peixe traz mesmo antes de ele chegar cá acima.

Podemos ainda dizer que quem pesca com estas canas ‘trabalha’ o peixe muito mais com o carreto (leia-se: com a embraiagem) do que com a cana propriamente dita.
Geralmente, são mais inclinadas para a competição e este tipo de acção é mais fácil de encontrar em cana telescópicas que fazem várias medidas, quer entre os 3 e os 4 m, quer entre os 4 e os 5 m.

DE ACÇÃO DE PONTEIRA
Como o próprio nome indica, estas canas ‘trabalham’ o peixe essencialmente no último terço do seu comprimento, ou seja: nelas trabalha a ponteira e pouco mais! São canas incrivelmente rijas e que, hora após hora em acção de pesca, ‘rebentam’, literalmente, os braços de quem as usa.
Mas, como em tudo, existem vantagens e desvantagens. Se as desvantagens estão enumeradas, as grandes vantagens deste tipo de canas são a sua incrível potência e eficácia no acto de ferragem.
Como as canas progressivas, são maioritariamente telescópicas e, também elas, muito utilizadas em competição. Julgamos que o seu tamanho ideal se situa nos 4m.

Os tamanhos mais polivalentes situam-se
entre os 3 e os 4 m, mas nunca esquecendo
os outros tamanhos — cada pesca é uma pesca,
cada barco é um barco, cada mar é um mar
e, essencialmente, cada pescador é um pescador!

Qual a cana certa para mim ?

Já vimos aqui os diferentes tipos de canas; mas, afinal, com que tipo de cana nos damos melhor? Aí já não há nada que os outros possam ensinar-nos, teremos de ser nós próprios a fazer a escolha. Tentar perceber que tipo de material se adequa mais às nossas preferências.
Temos de ver a cana como uma
extensão do nosso braço; e o que é melhor para nós com certeza não é tão bom para todos os outros (e vice-versa).
Fica um conselho: após alguns anos nestas andanças, repara-se que muitas opções são erradas. Nunca devemos ir atrás da cana X que deve ser fabulosa porque o campeão Y pesca com ela, ou porque temos dois amigos que pescam com a cana Z e apanham sempre muito peixe...

Conclusão
Em relação aos comprimentos, concluímos que os tamanhos mais polivalentes se situam entre os 3 e os 4 m, mas nunca esquecendo os outros tamanhos cada pesca é uma pesca, cada barco é um barco, cada mar é um mar e, essencialmente, cada pescador é um pescador!
De uma coisa temos a certeza: quem se habitua a canas mais longas, muito dificilmente volta às canas mais curtas, e quem gosta e sabe trabalhar com canas curtas também não quer saber de canas mais longas. Continuamos a dizer, como em tudo na vida, tudo tem as suas vantagens e desvantagens, há apenas que saber fazer uma opção correcta!
No próximo mês veremos ao pormenor com quem as canas se casam...os carretos!
Até lá

Esta série conta com o apoio da loja J. Salvador
Artigos de Pesca (Faro)

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