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TEXTO: Filipe Cintra (www.diasdefaina.spaces.live.com)
Fotos: José Luis Costa (www.wix.com/pescar/embarcada)
Hoje voltamos para falar num acessório fundamental às nossas pescarias, as chumbadas. Antigamente qualquer coisa servia: desde que tivesse ‘algum’ peso e levasse facilmente as nossas pescas até ao fundo, estava tudo ok.
Chegava-se mesmo a assistir a fenómenos verdadeiramente hilariantes, como pessoas que usavam velas de carros, chumbadas das redes amarradas umas nas outras, etc. Depois vieram as chumbadas de pesca propriamente dita, muitas delas derivadas do surf casting. Hoje em dia, já nada é assim, podemos dizer mesmo que a pesca embarcada de fundo tem pessoas que se dedicam a estudar as melhores formas para estas chumbadas, seja em forma de torpedo, gota, etc. Por fim, vieram os revestimentos, entre outras novidades, e aqui é que estamos mais ou menos parados na história. Vamos então tentar abordar um pouco este tema.
O revestimento e o som
Primeiramente, será que todos nós sabemos a(s) verdadeira(s) utilidade(s) de um bom revestimento?
Na maioria das vezes, a resposta é: «Umas vezes serve para atrair o peixe, outras para passar despercebido aos peixes, tudo depende das cores que usamos».
É verdade, sim senhor, mas não só! A verdadeira, e primeira grande utilidade de possuirmos chumbadas revestidas, ou ‘emborrachadas’, como queiram chamar-lhes, é que, aquando do embate no fundo, não emitam sons metálicos.
O revestimento tem, assim, ou deverá ter, o poder de absorver o impacto que a chumbada produz ao bater num fundo rochoso, garantindo assim que não é emitido nenhum som metálico.
Está mais do que provado que os ruídos de origem metálica afugentam o peixe mais desconfiado. Uma experiência engraçada, para quem tem o hábito de realizar uns mergulhos da nossa costa, é levar algo metálico e batê-lo no fundo: verá que os peixitos se assustam. Se isto acontece assim com este peixes inexperientes, imagine o que acontece com um verdadeiro exemplar, com muitos anos de água salgada na guelra. Outro pormenor: veja uns filmes de caça submarina na internet e constate como os mergulhadores fazem os mais variados ruídos para atrair o pescado, mas nunca os verá a fazer ruídos com pontas do arpão, por exemplo.
O revestimento e a cor
Depois vêm outras utilidades.
Uma das mais importantes é a cor — e aí é que são elas. Existem algumas teorias, umas mais certas, outras mais erradas, mas todas têm o seu quê. Como já li um dia, «as cores não existem, o que existe são substâncias que reflectem a luz num determinado espectro, e que os nossos olhos compreendem esse reflexo de uma determinada forma, a isso chamamos cor…».
Um armário de madeira é sempre castanho, mas, à medida que vamos fechando a persiana, ele vai ‘escurecendo’ até ficar sem cor (escuro). No mar, o efeito é igual: quanto mais fundo vamos, menos luz temos; logo, as cores vão ‘desaparecendo’.
A primeira cor a desaparecer, neste espectro, é o vermelho, e isso acontece em redor dos 30 m (depende da luminosidade e da visibilidade da água nesse dia). A grande maioria dos pescadores de competição do nosso País usa esta cor.
Depois, vêm as outras cores. O preto é, normalmente, mais usado em pesqueiros com profundidade superior a 50 m. Os verdes, por vezes, atraem muito os peixes de que menos gostamos, como bogas, cavalas, etc. — daí as chumbadas dessas cores serem pouco usadas. Depois, existe quem faça misturas de cores, obtendo salpicados dos mais variados tons, e muitas vezes iguais às cores da areia.
Em grandes profundidades (de mais de 100 m), há mesmo quem use chumbadas de tipo pirilampo, ou seja, chumbadas brancas com ligeiro tom de verde que ‘reflectem’ alguma luminosidade acumulada e, assim, atraem o peixe pela curiosidade.
Enfim, existem soluções para quase para todos os gostos, mas o melhor mesmo é ir testando duas ou três cores e verificar os seus efeitos. Existem dias em que o vermelho manda; noutros o branco; e por aí adiante.
A conjugação de factores é que manda e ainda não existem grandes estudos científicos nesta área que possam ajudar-nos; então, não há nada como sermos nós a fazer os nossos próprios juízos. Finalmente, muitas vezes ouvem-se teorias do género: «Eu pesco com chumbadas sem qualquer revestimento e apanho peixe na mesma!..». É verdade, quando o peixe está de boca aberta toda a gente pesca. Agora, naqueles dias — cada vez mais frequentes — de grande dificuldade, a história já não é bem assim e depois vem sempre o «Lá está o sortudo com outro peixe daqueles…!».

Revestimento e atrito

Além da produção de sons que afugentam o peixe e da questão das cores, há ainda uma outra utilidade dos revestimentos a borracha que raramente é referida: os efeitos que provoca na hidrodinâmica da chumbada, ou seja, o modo como interfere na deslocação da chumbada na coluna de água. O revestimento a borracha faz com que a superfície da chumbada crie muito menos atrito nas suas deslocações — quer no sentido descendente (e assim permite às nossas pescas ir para baixo muito mais rapidamente), quer no sentido ascendente (o que permite ao pescador fazer muito menos esforço para as trazer para cima).

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