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Silvio Santos
Este atleta Povense que com três anos na 1ª Divisão Nacional conta já com a participação em dois mundiais e um apuramento garantido para o mundial de 2012 que se irá disputar na África do Sul, é caso sério de humildade e trabalho, sendo neste momento uma afirmação muito forte no topo da competição em Portugal.

Fomos ao encontro deste campeão e este é o resultado da nossa conversa.
PE - Como é que a pesca desportiva entrou na sua vida?

SS - Desde que me conheço, ou seja desde muito pequeno, que sinto esta paixão pela pesca desportiva e pelos desafios que ela nos propõe. Com sensivelmente 5 ou 6 anos, quando ía para a praia com os meus pais tinha sempre que levar uns anzóis enferrujados e uma linha de pesca que alguém me tinha dado para por em prática os meus dotes de pescador. Escusado será dizer que passava o dia todo nas rochas a pescar. Até que um dia tinha eu 7 anos, um amigo do meu pai ofereceu-me uma cana e a partir daí começou verdadeiramente a minha paixão pela pesca desportiva.

PE - Tens algum mentor na pesca? Alguém a que tu possas chamar de “mestre”?


SS - Propriamente um mestre não tive, porque inicialmente quando era muito jovem aprendi o básico e depois evolui um pouco às minhas custas, ou seja , à custa da paixão que tinha pela pesca e por tudo aquilo que a envolve. No entanto aprendi muito com muitas pessoas, embora algumas não fazem idéia de que me ensinaram alguma coisa, mas de facto ensinaram. Foram imensas as pessoas com quem aprendi algo relacionado com a pesca e a todas elas devo o que sei hoje. Algumas dessas pessoas são verdadeiros especialistas em determinadas áreas da modalidade outras nem tanto, pois nem sempre aprendemos com quem sabe muito.
Silvio Pargo
A todas elas agradeço tudo o que me ensinaram e um dia espero conquistar algo que as façam ter orgulho em mim. Não vou mencionar nomes porque posso esquecer-me de alguém e seria injusto da minha parte, mas quero agradecer a todos os meus amigos da pesca de competição, porque eles foram os maiores responsáveis pela minha evolução como pescador de competição.
Silvio Besugo
PE - E a pesca de competição? Como surgiu?

SS - A competição começou no dia em que fui convidado por um amigo para ingressar na secção de pesca desportiva de costa do Clube Naval Povoense no ano de 1995. Comecei por fazer competição nas modalidades de surfcasting e bóia. Passados 11 anos, ou seja em 2006 passei a competir na pesca desportiva de alto mar no mesmo clube.

PE – Até ao momento quais são os teus melhores resultados desportivos?

SS - Na pesca embarcada, os meus melhores resultados foram as minhas prestações nestes 3 últimos e unicos anos que competi na 1ª divisão, ou seja, dois terceiros lugares e neste último ano o quinto lugar, que me possibilita novamente a presença no Campeonato do Mundo do próximo ano.
Não posso deixar de contemplar as presenças em dois Campeonatos do Mundo em Montenegro em 2010 e em Itália em 2011, com os resultados de 18º e 17º individualmente e 6º e 5º lugares por nações respectivamente. Foram sem dúvida duas presenças que me honraram muito e que são o sonho de qualquer atleta seja em que modalidade for, que é representar o seu país na sua modalidade de eleição.
PE - O que mais te marcou neste trajeto competitivo?

SS - Sinceramente, o que mais me marcou foram sem dúvida as amizades que fiz. Ao longo dos últimos 17 anos fiz muitas amizades que nunca mais vou esquecer. Foram muitos os bons momentos passados com amigos pescadores de norte a sul do país.
 
PE - O que achas que um atleta deve fazer para chegar ao topo da pesca de competição?

SS - Na minha óptica, tem que ser humilde, inteligente, insistente, trabalhador e principalmente ser apaixonado pela modalidade. Deve também definir objectivos e trabalhar para os atingir, deve investir em bons materiais, ou seja, materiais que o permitam competir ao mais alto nível em todas as circunstâncias, não precisam de ser materiais topo de gama, mas precisam de ser materiais que se adaptem, isto é, sejam específicos para vários tipos de pesca que nos possam surgir.
 

PE - E para o ano que vem 2012?

SS - 2012 vai ser mais um ano de aprendizagem e muito trabalho. O campeonato do mundo em princípio vai ser em Africa do Sul e eu como os outros colegas da selecção, vamos ter que nos adaptar a uma pesca completamente diferente da nossa e por isso vamos ter que investigar e aprender para nos adaptar o melhor possível. O campeonato Nacional também está cada vez mais competitivo e isso faz com que seja necessário trabalhar muito para tentarmos alcançar os nossos objectivos.

PE - Como vês o futuro da pesca de competição em Portugal?

SS - Na pesca embarcada vejo que cada vez mais os atletas investem mais em treinos, na aprendizagem e em materiais.
Por isso acho vai ser um futuro com bastantes alegrias para a pesca desportiva em Portugal.
Só é pena é que os Clubes e as Federações tenham cada vez menos apoios, e assim não conseguirem trazer mais pessoas para esta modalidade, e tão pouco conseguirem representar melhor em termos de Clubes e Selecções em competições internacionais. Acho que o Instituto do Desporto de Portugal devia apoiar melhor as modalidades amadoras em detrimento das profissionais.

PE- Quais os locais que mais gostas de pescar a nível de provas?

SS - Em competição os locais que mais gosto de pescar são Vilamoura, Albufeira, Setubal e Peniche.

PE – Pescas com que cana(s)? e carreto(s)?

SS - As canas que mais confiança me dão são as canas Artico nos modelos TNT Dinamite strong, LA 150 e La 200 nas medidas de 4 e 5 metros. Os carretos são da marca Shimano, onde existem vários modelos que gosto muito.

PE – Que linhas e anzóis preferes?

SS - Nas linhas a minha marca preferida é a Seaguar do fabricante Kureha, e nos anzóis prefiro as marcas Sasame e Asari.

PE – O que gostarias de ver alterado nos atuais regulamentos da competição?

SS - Creio que os regulamentos nos últimos anos vieram a ser modificados de forma brilhante, ou seja , de forma a respeitar a verdade desportiva. Creio que ainda existem algumas coisas que podem ser modificadas, mas são pequenos pormenores com pouca relevância. O mais importante pormenor que na minha óptica deve ser modificado será a medida mínima das safias. Isto porque em determinadas zonas do país onde se fazem provas oficiais nomeadamente em Setubal o peixe por vezes é escasso, são capturadas muitas safias sem medida oficial mas têm medida minima obrigatória por lei. Por este facto acho que a bem da competição  a medida minima obrigatória devia coincidir com a minima legal para beneficiar quem conseguir apanhar maior número de exemplares.

Silvio Dupla

PE - Sugestões para melhorar a Pesca de Competição?

SS - Acho que os pescadores federados deviam dedicar-se um pouco mais à modalidade, deviam ser mais participativos para com a Federação e também os Clubes deviam estar mais atentos e participativos em acções de formação e Assembleias gerais. O pescador federado preocupa-se só com pescar e põe de parte algumas coisas que são do seu interesse e depois muitas vezes queixam-se dos regulamentos e da forma como são feitas as coisas, onde o principal culpado é ele próprio, pois não tem interesse em discutir os assuntos em local próprio.

PE - Atualmente, qual ou quais os teus pescadores preferidos? Nacionais e estrangeiros?

SS - A nível nacional os pescadores que mais admiro são o Cláudio Cristovão e o Fernando Hilário pela sua capacidade de adaptação, improviso, rapidez e humildade. A nível internacional Marco Volpi é o monstro da pesca desportiva embarcada, é um autêntico extra-terrestre da pesca. Também admiro muito o Fabio Grati, Mauro Salvatori e o francês Francis Couzinet.

PE - Que tipo de pesca embarcada gostas mais de fazer?

SS - Nunca pensei bem nisso e acho que não consigo responder objetivamente a esta pergunta porque todos os tipos diferentes de pesca embarcada que pratico me dão sensações e experiências diferentes  e ao mesmo tempo muito parecidas, gosto mesmo é pescar!

Silvio no Campeonato do Mundo em Itália 2011

PE - Para além da pesca embarcada quais são as outras modalidades de pescas que praticas?

SS - Faço com alguma frequência pesca à bóia e surfcasting, vou tentar dedicar-me um pouco ao spinning, pois é uma modalidade que me fascina imenso, no entanto não tenho muita prática e preciso de algumas dicas para evoluir um pouco neste tipo de pesca.

PE - Que conselho dás aos mais novos que estão agora a começar?

SS - Que aprendam com alguém mais experiente e tentem extrair o máximo possível de informação. Sejam pacientes e não pensem que já sabem tudo porque todos os dias aprendemos qualquer coisa. Algo que  pode parecer insignificante pode ter muita importância na prática.
Muito treino, muita dedicação e acima de tudo muita humildade são os ingredientes que fazem os verdadeiros campeões.
 
PE - Algum agradecimento especial?

SS - Agradeço a todos aqueles que me ensinaram ao longo destes anos, pois sem essas pessoas, eu não seria o pescador que sou hoje, embora ainda tenha muito que aprender devo tudo o que sei a um conjunto de pessoas que nunca tiveram problemas em transmitir os seus conhecimentos, a todos eles, o meu muito obrigado!
 

SS - Agradeço especialmente aos meus pais por tudo o que fizeram por mim e em especial pelo apoio que nunca deixaram de me dar nesta minha paixão que é a pesca desportiva.

 
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